2026: Por que investir lá fora é vital mesmo com dólar fraco

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Mesmo com a perspectiva de um dólar mantendo sua fraqueza em 2026, a estratégia de investir lá fora em 2026 emerge como um pilar central para investidores brasileiros. Especialistas do mercado financeiro reforçam que, diante de um cenário eleitoral que promete alta volatilidade no Brasil, a diversificação internacional transcende a mera aposta cambial, assumindo um papel estrutural na preservação de patrimônio e na mitigação de riscos.

Essa visão estratégica ganha força ao considerarmos que a diversificação internacional deixou de ser uma tática para ganhos cambiais, consolidando-se como uma ferramenta indispensável na redução da concentração de riscos atrelados à economia brasileira. A alocação de recursos em mercados estrangeiros atua como um escudo protetor contra as flutuações e incertezas do ambiente doméstico.

Conforme explicou Rodrigo Aloi, head de pesquisa e estratégia da HMC Capital, a maioria dos investidores brasileiros já possui sua renda, carreira profissional, empreendimentos e bens imóveis intrinsecamente conectados ao desempenho da economia local. Manter uma concentração excessiva nesse contexto pode resultar em perdas financeiras significativas em situações adversas, muitas vezes com recuperação desafiadora. Neste cenário, a importância de analisar a questão de fundo se torna evidente.

2026: Por que investir lá fora é vital mesmo com dólar fraco

Ao longo de 2025, o dólar americano exibiu uma clara tendência de enfraquecimento no âmbito internacional, especialmente quando comparado a moedas de economias emergentes. Luis Garcia, CIO da SulAmérica Investimentos, pontuou que esse movimento global prevaleceu, mesmo em meio a incertezas internas brasileiras. “No mercado internacional, houve uma tendência muito clara de desvalorização do dólar”, afirmou o executivo, sublinhando a dinâmica global do câmbio.

Contudo, no contexto brasileiro, o comportamento cambial foi marcado por maior instabilidade. Bruno Botelho, chefe de mesa de câmbio e sócio da ONE Investimentos, observou que o dólar oscilou durante 2025, refletindo tanto fatores exógenos, como a reavaliação das taxas de juros globais, quanto questões endógenas ligadas à política fiscal e ao panorama político do país. Para o ano de 2026, o ciclo eleitoral é apontado como uma fonte primária de volatilidade cambial.

Dados compilados por Tadeu Arantes, head de alocação da Ghia Multi Family Office, corroboram essa expectativa, revelando que a volatilidade anualizada média do dólar em anos eleitorais atingiu 15,1%. Este patamar supera os 13,9% de volatilidade registrados em anos sem pleitos eleitorais. Tal discrepância estatística acentua a necessidade de estratégias resilientes para o próximo ano.

A Imperatividade da Diversificação Global

Este ambiente de maior incerteza e instabilidade reforça, na ótica dos gestores de investimento, a criticidade de não se manter o patrimônio totalmente concentrado no Brasil. Artur Wichmann, CIO da XP, enfatiza que a diversificação internacional deixou de ser uma opção discricionária para se tornar uma necessidade estratégica. “Não é só buscar retorno, é reduzir risco de concentração em um único país”, declarou Wichmann durante sua participação no evento Onde Investir 2026 do InfoMoney.

Segundo Wichmann, o movimento de desvalorização do dólar observado em 2025 apresentou um caráter mais estrutural do que muitos investidores antecipavam. Ele ressalta que isso não significa um colapso da moeda norte-americana, mas indica que o “excepcionalismo dos Estados Unidos” começou a ser questionado nos mercados globais.

Rodrigo Aloi, da HMC Capital, reiterou que todos os investimentos realizados em território nacional estão sujeitos às mesmas variáveis político-econômicas domésticas. A única maneira realmente eficaz de se proteger contra choques internos e suas repercussões é mediante a exposição a mercados internacionais. Embora a proposta não seja alocar 100% do capital fora do país, o nível de exposição atual, frequentemente em torno de 1%, está muito aquém do ponto considerado mais eficiente, que Aloi sugere estar na faixa de 30% a 40%. Para compreender melhor o panorama econômico global que influencia tais decisões, é útil consultar análises aprofundadas sobre o desempenho de moedas e mercados internacionais, como as disponíveis no InfoMoney.

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Imagem: infomoney.com.br

Oportunidades Globais de Investimento em 2026

O UBS Global Wealth Management inicia 2026 com uma perspectiva otimista para o mercado de renda variável global, mesmo após a performance robusta das bolsas em 2025. Ronaldo Patah, estrategista para o Brasil da instituição, argumenta que a valorização das bolsas americanas no ano passado não configura um cenário de bolha. “O mercado americano está exuberante, porém não irracional”, afirmou Patah, também no evento Onde Investir 2026.

Mesmo com a projeção de um dólar mais fraco, Patah avalia que o mercado acionário dos Estados Unidos continua a ser uma das principais avenidas para investir lá fora em 2026. Para o estrategista, as avaliações elevadas das empresas americanas são justificadas por fundamentos sólidos e perspectivas contínuas de crescimento. Ele destaca, em particular, o impulsionamento da inteligência artificial, que estaria ainda em uma fase incipiente de adoção.

Na XP, a visão para mercados internacionais também é construtiva. A corretora elevou sua recomendação para neutra em relação à exposição nos mercados norte-americanos, antecipando que o impulso da inteligência artificial persistirá, apesar das incertezas no cenário econômico macro.

Wichmann, da XP, esclarece que a estratégia de investir no exterior não deve ser equiparada a uma aposta exclusiva nos EUA. Ele aponta que outras regiões, como Europa, Japão e diversos mercados emergentes, oferecem oportunidades atrativas, especialmente em um contexto de dólar menos valorizado.

O UBS, alinhado a essa perspectiva mais ampla, também expandiu sua exposição a outros mercados globais, incluindo China, Europa e mercados emergentes. Essa estratégia é sustentada pela expectativa de cortes nas taxas de juros e por uma projeção de crescimento de lucros de aproximadamente 8% para o índice S&P 500 em 2026, indicando um cenário favorável para a renda variável global.

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Em suma, a decisão de investir lá fora em 2026, apesar da aparente fraqueza do dólar, transcende a mera especulação cambial, consolidando-se como uma estratégia vital de proteção e diversificação de patrimônio para o investidor brasileiro. O cenário de volatilidade eleitoral e a concentração de riscos domésticos exigem uma abordagem mais global para a construção de um portfólio resiliente. Para aprofundar seu entendimento sobre estratégias de investimento e as dinâmicas do mercado financeiro, explore outros conteúdos em nossa editoria de Economia.

Crédito da imagem: Divulgação

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