Ibovespa Alcança 170 Mil Pontos e Renova Máxima Histórica

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O Ibovespa alcança 170 mil pontos pela primeira vez na história, registrando um novo recorde nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. A principal referência da bolsa brasileira disparou quase 4 mil pontos, impulsionada por um robusto fluxo de capital estrangeiro e a valorização de importantes blue chips. Paralelamente, o dólar comercial operou em queda, atingindo R$ 5,32, e os juros futuros registraram recuo, refletindo o otimismo no mercado financeiro nacional.

A ascensão do índice marca um período de intensa valorização, com o Ibovespa superando a barreira dos 160 mil pontos há menos de dois meses, em 2 de dezembro passado. Este novo patamar histórico de 170.149,66 pontos foi atingido em meio a um cenário de notável entrada de investimentos externos na bolsa brasileira, um movimento que estrategistas do JPMorgan preveem se estender ao longo de 2026, com investidores buscando diversificação fora dos Estados Unidos.

Ibovespa Alcança 170 Mil Pontos e Renova Máxima Histórica

A força do mercado doméstico foi claramente visível na performance das ações. Papéis de peso como Vale (VALE3) dispararam 3%, enquanto os da Petrobras (PETR3 e PETR4) avançaram até 4,60%. Grandes bancos também registraram altas expressivas de até 2%, figurando entre as preferidas dos investidores estrangeiros. Companhias de educação, como Cogna (COGN3) e YDUQ3, lideraram os ganhos do Ibovespa, com a Cogna chegando a subir quase 8%. Outras ações, como B3 (B3SA3) e diversas petroleiras juniores (PRIO3, RECV3, BRAV3), também apresentaram fortes valorizações ao longo do dia.

O cenário macroeconômico global, apesar de algumas incertezas, contribuiu para o apetite por risco. Em Wall Street, os principais índices de ações operaram em alta após um recuo na véspera, em parte devido a declarações do então presidente dos EUA, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. Embora a retórica inicial de Trump sobre a aquisição da Groenlândia e ameaças de tarifas contra a Europa tenha gerado preocupações, seu descarte do uso da força para tal objetivo trouxe um alívio temporário aos mercados globais.

Geopolítica e Impacto nos Mercados: Davos e a Groenlândia

A presença de Donald Trump em Davos e suas polêmicas declarações foram um ponto focal para os mercados internacionais. As negociações e tensões em torno da Groenlândia, que Trump reiterou o desejo de adquirir, geraram volatilidade. O Parlamento Europeu chegou a suspender os trabalhos sobre um acordo comercial entre a UE e os EUA em resposta às pressões do presidente americano. Analistas, como Marcio Riauba da StoneX Banco de Câmbio, apontaram que a postura de “América Primeiro” de Trump reacendeu preocupações com tensões comerciais e geopolíticas, elevando a aversão ao risco e impulsionando ativos de refúgio como o Ouro.

Apesar disso, o mercado americano reagiu com ganhos, com a fala de Trump acalmando temores iniciais sobre o uso de força na questão da Groenlândia. O presidente, que chegou a acusar a China e criticar as políticas de energia verde da Europa em seu discurso, também se referiu ao presidente do Fed, Jerome Powell, como “estúpido”, e expressou a intenção de anunciar um novo nome para o cargo. No entanto, uma autoridade da Casa Branca esclareceu que não haveria tal anúncio em Davos, e Trump ainda não havia decidido sobre o sucessor de Powell, conforme reportagem da agência de notícias Reuters. Estas idas e vindas na política americana adicionam uma camada de complexidade e atenção aos investidores.

Perspectivas e Outros Destaques do Cenário Nacional e Global

O forte fluxo de investimentos estrangeiros no início de 2026, que já soma R$ 7,3 bilhões no Brasil, demonstra uma reversão notável em relação às saídas de anos anteriores, conforme avaliação do JPMorgan. Essa tendência é impulsionada pela busca por diversificação global. Em contrapartida, economistas da XP Asset alertaram que o Brasil se mantém no “fio da navalha fiscal” em 2026, com mercado de trabalho apertado e salários em aceleração, o que pressiona a inflação e dificulta o controle do Banco Central.

Outras notícias importantes do dia incluíram: a MRV (MRVE3) sendo destacada como referência em casa própria no Brasil; o mercado de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) batendo recorde, aproximando-se de três milhões de investidores; a liquidação extrajudicial do Will Bank pelo Banco Central, devido à insolvência e vínculo com o Banco Master, com o FGC estimando um pagamento de aproximadamente R$ 6,3 bilhões; e a Axia Energia, que viu suas ações subirem com analistas projetando aumento de dividendos devido à escassez de chuvas e preços mais altos de energia. No setor aéreo, a Azul (AZUL53) aprovou um plano de negócios atualizado e confirmou aporte adicional de US$ 100 milhões, embora suas ações tenham aberto o dia com forte baixa antes de irem a leilão.

Cenário Político Brasileiro e Eleições 2026

No âmbito político nacional, uma pesquisa Atlas, encomendada pela Bloomberg, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de outubro de 2026, com chances de vencer já na primeira rodada. A pesquisa também indicou que os possíveis candidatos do campo bolsonarista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), registram desempenho idêntico contra Lula em um segundo turno. Enquanto isso, o governo Lula, através do ministro Guilherme Boulos, espera votar o fim da escala de trabalho 6×1 ainda no primeiro semestre, além da regulamentação do trabalho por aplicativo, apontando para um ano eleitoral intenso.

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Em suma, o dia foi marcado por um novo recorde histórico do Ibovespa, impulsionado por fatores internos e externos. Para continuar acompanhando as análises e notícias que movem o cenário econômico e político, fique conectado à nossa editoria de Economia.

Crédito da Imagem: InfoMoney

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