Israel Anuncia Intensificação de Ataques Contra o Irã

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Israel intensifica ataques contra Irã é a nova diretriz anunciada por Tel Aviv. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou no sábado que as forças armadas de Israel, em colaboração com os Estados Unidos, promoverão uma escalada significativa nas ofensivas contra o Irã nos próximos dias. Essa afirmação veio poucas horas após Washington indicar uma possível intenção de encerrar o conflito na região.

De acordo com informações divulgadas pelo gabinete de Katz, após uma série de reuniões com oficiais militares de alta patente no quartel-general do exército em Tel Aviv, a cúpula da liderança iraniana será o foco principal dessas investidas. A determinação de Israel é prosseguir com sua campanha, visando desmantelar a estrutura de poder do Irã.

Israel Anuncia Intensificação de Ataques Contra o Irã

O objetivo declarado é desorganizar seus comandantes e aniquilar suas capacidades estratégicas, até que todas as ameaças à segurança de Israel e aos interesses dos EUA na região sejam completamente eliminadas. As declarações do ministro israelense surgem em um cenário onde o presidente dos EUA, Donald Trump, havia manifestado, na sexta-feira, a possibilidade de pôr fim à campanha contra Teerã, indicando que os EUA estariam próximos de atingir seus objetivos no conflito.

No mesmo sábado, as operações militares conjuntas prosseguiram, com Israel atacando alvos adicionais tanto no Irã quanto no Líbano. O exército israelense confirmou a interceptação de ataques provenientes do território iraniano. As Forças de Defesa de Israel (IDF) reportaram que projéteis foram lançados do Irã em direção a Israel durante a noite e a manhã do referido dia.

Relatos da mídia local indicaram que um jardim de infância na cidade de Rishon LeZion, localizada a sudeste de Tel Aviv, foi atingido. Felizmente, o local estava desocupado no momento do incidente, evitando vítimas. Foi também divulgado que o Irã utilizou munições de fragmentação nesse ataque, intensificando a natureza dos confrontos.

Posteriormente, os Estados Unidos anunciaram que suas forças armadas já haviam atingido mais de 8.000 alvos no Irã desde o início das ofensivas. Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), detalhou em um vídeo publicado na plataforma X que, entre os alvos, estavam 130 embarcações iranianas. Ele descreveu a operação como a maior eliminação de uma marinha em um período de três semanas desde a Segunda Guerra Mundial, sublinhando a magnitude dos ataques contra o Irã.

Cooper também reafirmou que as forças armadas continuam focadas em neutralizar a ameaça de décadas imposta pelo Irã ao livre fluxo do comércio no Estreito de Ormuz. Em um movimento estratégico no início da semana, os EUA lançaram várias bombas de 2.268 kg (5.000 libras) em uma instalação subterrânea na costa iraniana. Esta instalação fortificada era, segundo Cooper, utilizada por Teerã para armazenar secretamente mísseis de cruzeiro antinavio, lançadores móveis e outros equipamentos que representavam um risco significativo para a navegação internacional. O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma via crucial para as exportações de petróleo globais, foi praticamente paralisado devido à guerra com o Irã.

Além dos confrontos marítimos e terrestres, o Irã também informou sobre um novo ataque à sua instalação nuclear de Natanz, um dos mais importantes locais de enriquecimento de urânio do país. A usina subterrânea foi alvo de uma ofensiva no sábado, conforme noticiado pela agência de notícias semioficial Tasnim, citando autoridades iranianas, que afirmaram não ter havido liberação de material radioativo. O relatório também assegurou que não havia perigo para a população residente nas proximidades da instalação.

A Casa Branca reiterou que um dos objetivos fundamentais da guerra, iniciada em 28 de fevereiro em conjunto com Israel, é impedir que o Irã consiga adquirir armas nucleares. Israel, por sua vez, considera os programas nuclear e de mísseis iranianos como sua maior ameaça existencial. No início deste mês, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou danos adicionais nos edifícios de entrada da instalação subterrânea de enriquecimento de urânio em Natanz.

Os Estados Unidos e Israel já haviam bombardeado a infraestrutura nuclear do Irã em junho de 2025. Na época, o presidente Donald Trump chegou a afirmar que as instalações nucleares iranianas haviam sido “completamente e totalmente destruídas”. Após o ataque mais recente, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, publicou um comunicado à imprensa pedindo contenção militar às partes em conflito. “É essencial evitar qualquer risco de acidente nuclear”, enfatizou Grossi. Teerã, por sua vez, nega consistentemente possuir planos para desenvolver armas nucleares.

Pela primeira vez, Teerã também direcionou mísseis contra a remota base militar conjunta dos EUA e do Reino Unido, localizada em Diego Garcia. A televisão estatal iraniana reportou o lançamento de dois mísseis balísticos em direção à base militar no Oceano Índico. Contudo, veículos como o Wall Street Journal e a CNN, citando altos funcionários americanos, informaram que nenhum dos projéteis atingiu o alvo. Um dos mísseis falhou em voo, e o outro foi interceptado. A base situa-se a aproximadamente 4.000 quilômetros a sudeste da costa iraniana, o que representa o dobro do alcance oficialmente confirmado do arsenal de mísseis do Irã até o presente momento.

O Irã demonstrou uma postura desafiadora no sábado. O braço de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter realizado uma análise aprofundada das vulnerabilidades do inimigo e estar preparando uma nova onda de ataques contra o Irã, empregando novas estratégias e sistemas mais avançados. A Guarda também renovou suas ameaças de retaliação por qualquer ofensiva à infraestrutura do país, conforme divulgado pela emissora estatal IRIB.

Ali Akbar Velayati, conselheiro de política externa do líder supremo iraniano, foi citado pela agência de notícias ISNA, comentando que os EUA e Israel estavam “falando tanto sobre vitória, como se estivessem tentando se convencer disso”. Ele acrescentou que o cenário global seria transformado após o fim da guerra, tornando-se “multipolar e com o Irã como eixo principal do polo islâmico”, indicando uma visão de reconfiguração geopolítica.

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Em suma, a intensificação dos ataques contra o Irã e as respostas de Teerã delineiam um cenário de escalada militar e tensões geopolíticas crescentes no Oriente Médio, com impactos significativos na segurança regional e global. Para aprofundar-se nos desdobramentos da política internacional e acompanhar as últimas notícias, convidamos você a continuar explorando a editoria de Política em nosso blog.

(com Agências internacionais)

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