Perspectivas WEG Embraer: Crescimento e Entregas até 2026

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As perspectivas para WEG (WEGE3) e Embraer (EMBJ3) no setor de bens de capital demonstram um cenário otimista para os próximos anos, com projeções de crescimento robusto e aceleração nas entregas. As conclusões foram apresentadas durante a 2ª Conferência XP de Bens de Capital, um evento que reuniu as principais empresas do segmento e analistas do mercado.

A conferência revelou que, enquanto a WEG se prepara para um segundo semestre de 2024 com expectativas de faturamento expandido, a Embraer está redefinindo sua estratégia de investimento com novas e promissoras oportunidades. O mercado reagiu positivamente, com as ações de ambas as companhias registrando alta consistente. Por volta das 17h15 desta terça-feira, a WEGE3 experimentava um avanço de 2,67%, enquanto a EMBJ3 subia 2,03%, evidenciando a confiança dos investidores nas projeções.

Perspectivas WEG Embraer: Crescimento e Entregas até 2026

WEG: Expansão da Receita e Margens Sólidas

Para a WEG, líder global em equipamentos eletroeletrônicos, os analistas preveem um crescimento contínuo ao longo do ano. A estimativa aponta para uma elevação da receita que pode variar entre um dígito alto simples e um dígito baixo duplo, diretamente influenciada pela taxa de câmbio. Uma projeção de crescimento em dígito baixo duplo para 2026 considera um cenário de estabilidade cambial em comparação com o ano anterior.

A principal alavanca para a aceleração da receita no segundo semestre de 2024 será o incremento da capacidade produtiva da empresa. Conforme as informações divulgadas pela própria WEG, essa ampliação será viabilizada pela operação de uma capacidade adicional de aproximadamente 10% na unidade de Betim, que foca em serviços de Transmissão e Distribuição.

Além disso, a expectativa é que a companhia consiga manter suas margens em patamares robustos no curto prazo. Isso será possível graças a uma estratégia eficaz de mitigação da pressão sobre a rentabilidade, combinada com reajustes de preços. No horizonte de médio prazo, a XP destaca que a rápida introdução de novas linhas de produtos será um fator crucial e significativo para impulsionar o crescimento da WEG.

Embraer: Aceleração nas Entregas e Novas Oportunidades

Durante o encontro, executivos da Embraer reforçaram a ambiciosa meta de intensificar o ritmo de entregas de aeronaves a longo prazo. As projeções da XP, que foram corroboradas pela própria fabricante, indicam que a divisão de Aviação Comercial deverá entregar entre 100 e 110 aeronaves anualmente no período de 2028 a 2030.

No segmento de Aviação Executiva, os analistas estimam que a Embraer alcançará a marca de 180 entregas por ano até 2027. O potencial de crescimento se estende ainda mais, podendo chegar a 200 aeronaves anuais até o final da década, um feito que seria sustentado pelos progressos nas iniciativas de nivelamento da produção.

Um aspecto relevante na tese de investimento da Embraer são as opcionalidades estratégicas. Estas incluem a potencialização de novos pedidos, a otimização da configuração da base produtiva e, até mesmo, o desenvolvimento de produtos inovadores. Um exemplo recente dessa proatividade é a assinatura de um Memorando de Entendimentos (MoU) com o Grupo Adani. Esta parceria visa explorar novas oportunidades no mercado indiano, abrangendo tanto o segmento comercial quanto o de defesa.

Outro ponto de destaque, conforme a análise dos especialistas, é o avanço da Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer focada em mobilidade aérea urbana. Os progressos da Eve estariam mais adiantados do que a percepção geral do mercado sugere. A certificação dos protótipos, em colaboração com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), poderá ser obtida já em meados de 2027. A companhia demonstra forte confiança na conversão de novos pedidos ao longo de todo o ciclo de certificação. Para mais detalhes sobre a regulamentação do setor, consulte o site oficial da ANAC.

Outros Participantes da Conferência

A 2ª Conferência XP de Bens de Capital não se limitou a WEG e Embraer. O evento também contou com a presença e contribuição de executivos de outras empresas importantes do setor, como Marcopolo (POMO4), Randoncorp (RAPT4), Frasle (FRAS3), Tupy (TUPY3) e Iochpe-Maxion (MYPK3). A participação dessas companhias enriqueceu o debate sobre o panorama e as projeções para o segmento de bens de capital no Brasil.

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Em suma, as perspectivas para WEG e Embraer são promissoras, com ambas as gigantes do setor de bens de capital traçando rotas claras para crescimento e expansão. A WEG foca em aumento de capacidade e novas linhas de produtos, enquanto a Embraer mira na aceleração de entregas e exploração de novos mercados, incluindo a inovadora Eve Air Mobility. Continue acompanhando as últimas notícias e análises sobre o mercado financeiro e a economia brasileira em nossa editoria de Economia.

Crédito da imagem: Divulgação

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