Tarcísio de Freitas admite falha em segurança e roubos de celular

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez um pronunciamento nesta quarta-feira (17) pedindo desculpas aos cidadãos do estado que foram vítimas de roubos de celular, um crime que, segundo ele, “derruba a sensação de segurança” e deixa “trauma”. Em um evento dedicado à entrega de novos equipamentos para as forças policiais, Tarcísio de Freitas admite falha em segurança e roubos de celular, reconhecendo a responsabilidade estatal em garantir a tranquilidade da população.

A fala do chefe do Executivo paulista sublinhou a gravidade da situação, destacando que o roubo de aparelhos móveis não é apenas uma perda material, mas uma experiência que frequentemente envolve violência e deixa profundas cicatrizes psicológicas nas vítimas. “A gente pede desculpas ao cidadão que passa por isso, que tem um celular roubado. A dor e trauma de um assalto, muitas vezes à mão armada. Muitas vezes deixa um trauma. O Estado tem que garantir a segurança e, quando não garante, está falhando”, afirmou o governador durante a solenidade de entrega de viaturas e armamentos destinados às polícias do estado.

Durante o evento, o governador abordou diretamente a questão da segurança, uma pauta central em sua gestão e que se intensifica no contexto de sua pré-candidatura à reeleição. Ele reafirmou o compromisso de sua administração com o enfrentamento à criminalidade, especialmente no que tange aos crimes que mais impactam a percepção de segurança do paulista.

Tarcísio de Freitas Admite Falha em Segurança e Roubos de Celular

A preocupação com a segurança pública foi o cerne de sua fala, onde ele detalhou os esforços e desafios em curso. Tarcísio de Freitas prometeu intensificar o combate ao crime de receptação de produtos roubados, um elo crucial na cadeia criminosa que alimenta o roubo de celulares. Ele também destacou os resultados positivos já alcançados, mencionando que aproximadamente 84 mil celulares foram recuperados no estado neste ano. “Os indicadores do Estado de São Paulo têm caído bastante. Mas enquanto tiver um cidadão sendo roubado, tendo um celular subtraído, nós não vamos descansar, porque sabemos que é um crime que derruba a sensação de segurança. E o cidadão tem o direito de ficar em paz. São 84 mil celulares recuperados”, relatou o governador.

A percepção de insegurança é amplamente documentada por estudos. Conforme dados divulgados pelo Estadão, uma das áreas mais nobres da capital paulista, a Rua Oscar Freire, no bairro de Pinheiros, zona oeste, foi o local com maior número de roubos registrados em abril deste ano na região, segundo os boletins de ocorrência da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). Na vasta maioria desses incidentes, o objetivo principal dos criminosos era justamente o celular das vítimas, o que exemplifica a alta incidência e o foco dos assaltantes neste tipo de aparelho.

Essa realidade alarmante é corroborada por uma pesquisa divulgada em maio deste ano pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em parceria com o Instituto Datafolha. O estudo revelou que cerca de um terço dos brasileiros, especificamente 33,5%, já optou por não sair de casa com seu aparelho celular devido ao medo de ser assaltado. Esse dado reflete o profundo impacto dos roubos de celular na rotina e na liberdade dos cidadãos, evidenciando como a criminalidade altera hábitos e restringe a mobilidade social.

Brutalidade e Latrocínios Associados a Roubos de Celular

A brutalidade dos crimes e as táticas utilizadas pelos assaltantes têm sido motivo de grande apreensão em São Paulo. Casos de violência extrema, muitas vezes resultando em latrocínio, chocaram a população. Um exemplo notório foi o assassinato do ciclista Vitor Medrado, de 46 anos, em fevereiro do ano passado. Ele foi morto com um tiro à queima-roupa nas proximidades do Parque do Povo, no Itaim-Bibi, zona sul da capital, tendo seu celular levado pelos criminosos. A frieza do crime e a motivação fútil geraram grande repercussão e indignação.

Outro caso que ilustra a violência desses assaltos envolveu a médica Marília Dalprá, de 67 anos. No início de 2025, ela foi vítima de um assalto no Parque Continental, na zona oeste, sofrendo graves ferimentos: teve quatro costelas quebradas e parte do pulmão comprometida. Durante a agressão, um dos assaltantes chegou a morder o dedo da médica na tentativa de arrancar sua aliança, mas não obteve sucesso. Felizmente, ao menos um suspeito foi preso em decorrência do crime, mas a violência empregada demonstra o nível de risco que os cidadãos enfrentam.

Mais de 27 Mil Ocorrências e Queda nos Índices

Apesar do cenário desafiador, dados recentes da Secretaria da Segurança Pública indicam uma redução nas ocorrências envolvendo celulares roubados no primeiro quadrimestre de 2026 em São Paulo. Os casos de aparelhos subtraídos durante assaltos caíram de 35,9 mil para 27,4 mil ocorrências, representando uma diminuição significativa de 23,8% no período. Comparando com o ano de 2022, a queda é ainda mais expressiva, atingindo 49,5%, visto que naquele ano foram registrados 54,3 mil crimes dessa natureza nos 645 municípios paulistas. Estes números, embora ainda elevados, apontam para uma tendência de melhora, possivelmente resultado de estratégias de combate à criminalidade e de recuperação de aparelhos.

No que se refere especificamente à capital paulista, os registros também mostram um volume considerável de roubos e furtos. Entre janeiro e dezembro de 2025, a cidade de São Paulo contabilizou 154.058 ocorrências de roubos e furtos de celulares, conforme informações da SSP. No ano anterior, 2024, o número foi de 153.820 celulares roubados ou furtados na metrópole. Em 2023, os dados indicavam 138.633 aparelhos, o que demonstra a persistência e a amplitude desse tipo de crime na maior cidade do país, apesar de quedas pontuais em outros períodos.

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A declaração do governador Tarcísio de Freitas sobre a falha na segurança e os roubos de celular evidencia a complexidade do tema e a necessidade de ações contínuas. Embora os números mostrem avanços na redução de algumas ocorrências, o impacto social e a sensação de insegurança persistem. Acompanhe a editoria de Política para mais análises e atualizações sobre a gestão da segurança pública no estado de São Paulo e em todo o Brasil.

Crédito da imagem: Governo de São Paulo

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