Itaú BBA eleva Yduqs e Cogna para compra; ações reagem

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O Itaú BBA eleva recomendação Yduqs Cogna, mudando a perspectiva para as ações de ambas as companhias de educação para “compra”. A revisão positiva para Yduqs (YDUQ3), proprietária das renomadas instituições Estácio e Ibmec, passou de “market perform” (desempenho neutro) para “outperform” (desempenho acima da média do mercado, equivalente a compra). Além da elevação da recomendação, o preço-alvo para a Yduqs foi ajustado de R$ 16 para R$ 19, resultando em um salto significativo de 6,96% nas ações, que fecharam o dia negociadas a R$ 14,76.

Essa reavaliação ocorre após um período em que a Yduqs ficou abaixo dos seus concorrentes no forte rali do setor em 2025. O banco enxerga essa defasagem como uma oportunidade de investimento, considerando a atrativa avaliação da empresa, com um Preço sobre Lucro (P/L) estimado em 7 vezes para 2026, e um robusto potencial de geração de caixa. As projeções do Itaú BBA para a Yduqs indicam um crescimento de 5,5% na receita líquida em 2026, impulsionado principalmente pela expansão mais vigorosa no segmento presencial, embora o setor digital possa enfrentar certa pressão devido à migração de alunos para outros modelos.

Itaú BBA eleva Yduqs e Cogna para compra; ações reagem

A rentabilidade da Yduqs, conforme análise do banco, deve permanecer estável. A compensação de menores contingências, redução da inadimplência e controles mais rigorosos nas despesas administrativas deve contrabalancear as provisões relacionadas à remuneração variável de 2025. Para o ano de 2026, as projeções apontam para uma margem EBITDA ajustada consolidada de 33,5%. No que tange ao fluxo de caixa, o Itaú BBA estima um Fluxo de Caixa Livre ao Acionista (FCFE) de R$ 508 milhões em 2026, o que se traduz em um yield de 14%. Esse resultado é sustentado por um EBITDA superior e pela diminuição das despesas financeiras, já considerando o impacto reduzido do modelo de financiamento privado.

Perspectivas para a Cogna no Setor de Educação

A Cogna (COGN3), outro gigante do setor educacional, também recebeu uma atualização favorável do Itaú BBA, com a recomendação passando de “neutro” para “compra”. Seu preço-alvo foi consideravelmente elevado, de R$ 3,30 para R$ 6. Essa mudança é justificada pela melhoria no desempenho operacional da companhia, com perspectivas consistentemente sólidas para 2026 em todas as suas frentes de negócio. Adicionalmente, a Cogna apresenta um FCFE yield atraente de 10% para 2026. Apesar da recomendação positiva, as ações da COGN3, que chegaram a registrar alta, fecharam o pregão estáveis, cotadas a R$ 4,55.

O Itaú BBA projeta uma receita líquida consolidada para a Cogna de R$ 7,866 bilhões em 2026, representando um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Esse crescimento robusto é esperado em decorrência da força contínua do segmento presencial, o bom desempenho da KrotonMed, tendências positivas nos valores anuais de contratos (ACV) da Vasta e uma expansão de dois dígitos na Saber, impulsionada pela sazonalidade do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).

A rentabilidade da Kroton, subsidiária da Cogna, deve se manter estável, uma vez que a redução das despesas com provisão para devedores duvidosos (PDA) deve compensar a pressão sobre a margem bruta advinda da adaptação a novas regulamentações. A Vasta, por sua vez, tende a se beneficiar de uma maior alavancagem operacional, enquanto as margens da Saber podem sofrer compressão devido à concentração de compras de conteúdo. No consolidado, o banco prevê uma margem EBITDA ajustada de 32,4% para a Cogna, um patamar praticamente inalterado na comparação anual. A conversão mais eficaz do EBITDA em caixa e a diminuição das despesas financeiras deverão resultar em um Fluxo de Caixa Livre ao Acionista (FCFE) de R$ 840 milhões em 2026, com um yield de 10%, já considerando um pagamento não recorrente de R$ 26 milhões referente à aquisição da Vasta, previsto para o primeiro trimestre de 2026.

Destaques entre as Small Caps do Setor

No segmento das small caps do setor de educação, o Itaú BBA demonstra preferência pela Cruzeiro do Sul (CSED3). A companhia é impulsionada por uma forte geração de caixa livre, evidenciada por um FCFE yield esperado de 13% em 2026, além de seu posicionamento estratégico como uma potencial beneficiária de um futuro ciclo de fusões e aquisições. Para a Cruzeiro do Sul, o banco estima um crescimento de 9% na receita líquida em 2026, com destaque para tíquetes médios mais altos no segmento presencial, bom desempenho dos programas híbridos sob as novas regras e a expansão da receita de ensino a distância, com ajustes de preços para alunos veteranos. A rentabilidade da empresa deve ser aprimorada devido à tração de medidas de eficiência implementadas nos últimos trimestres, com as despesas de provisão para inadimplência mostrando a maior diluição. O banco projeta uma margem EBITDA ajustada de 32,2%, um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao ano anterior. Com um FCFE de R$ 335 milhões em 2026, equivalente a um yield de 13%, o Itaú BBA mantém a recomendação de compra e elevou o preço-alvo de R$ 6 para R$ 10.

Outras Análises e Recomendações do Itaú BBA

O relatório do Itaú BBA também abrange outras empresas do setor educacional, reafirmando e elevando preços-alvo para algumas delas. Uma das companhias, não nominalmente identificada no relatório, teve sua recomendação de compra mantida, com o preço-alvo elevado para R$ 22. O banco projeta um crescimento de 5% na receita líquida em 2026 para esta empresa, sustentado por um aumento robusto do tíquete médio dos alunos veteranos. Esse fator deve compensar a estabilidade nas novas matrículas, que enfrenta restrições regulatórias e uma base de comparação mais desafiadora. A rentabilidade deve permanecer estável, com a maior alavancagem operacional neutralizada pelo aumento das despesas administrativas após uma recente reestruturação corporativa. Nesse cenário, o banco espera uma margem EBITDA ajustada de 37,6%, praticamente inalterada ano a ano. O FCFE projetado para 2026 é de R$ 341 milhões, equivalente a um yield de 16%.

Para outra empresa, também não especificada, o Itaú BBA reiterou a classificação de compra e elevou o preço-alvo de R$ 5 para R$ 7. O banco estima uma receita líquida consolidada de R$ 4,211 bilhões em 2026, com aceleração do crescimento à medida que o segmento Core retoma a expansão da base de alunos e os programas híbridos ganham escala. O desempenho sólido da Inspirali é esperado para compensar a fraqueza observada no ensino a distância. A lucratividade desta empresa deve se manter estável, com os ganhos de eficiência sendo reinvestidos para aprimorar a experiência dos estudantes. Assim, o banco projeta uma margem EBITDA ajustada de 37,2%, mantendo-se praticamente estável ano a ano. O FCFE esperado para 2026 é de R$ 249 milhões, o que representa um yield de 13%.

Finalmente, uma terceira companhia, igualmente não identificada, teve sua recomendação neutra mantida pelo Itaú BBA, mas com o preço-alvo elevado de R$ 12 para R$ 14. O banco projeta um crescimento de 6,5% na receita líquida em 2026, sustentado por um bom desempenho das matrículas presenciais. No entanto, a entrada no ensino a distância deve diminuir em função das restrições regulatórias e da migração de alunos para programas híbridos. Segundo o relatório, a rentabilidade dessa empresa deve melhorar, impulsionada por ganhos operacionais e pelo amadurecimento dos cursos de medicina recentemente autorizados. Nesse cenário, o banco estima uma margem EBITDA ajustada de 25,6% em 2026, um aumento de 1,0 ponto percentual em relação ao ano anterior. O FCFE projetado é de R$ 211 milhões em 2026, equivalente a um yield de 15%.

As análises do Itaú BBA reforçam a visão de que o setor de educação no Brasil, apesar dos desafios regulatórios e das mudanças no perfil dos estudantes, apresenta sólidas perspectivas de crescimento e valorização para investidores atentos. Para se aprofundar nas tendências que moldam o mercado financeiro e educacional, é fundamental consultar fontes confiáveis e relatórios especializados, como os disponíveis em plataformas de notícias econômicas que detalham o cenário e as projeções para o setor de educação superior no Brasil.

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Em suma, o relatório do Itaú BBA sinaliza um momento estratégico para o investimento em empresas do setor educacional, com Yduqs e Cogna se destacando com recomendações de compra, amparadas por projeções financeiras robustas e perspectivas de geração de valor ao acionista. Acompanhe as últimas notícias e análises de mercado para tomar decisões informadas e continuar explorando as tendências do mercado econômico brasileiro em nossa editoria de Economia.

Crédito da imagem: Divulgação

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