As Convenções Partidárias de 2026 iniciam com um cenário de incertezas significativas, marcado por chapas incompletas e indefinições cruciais sobre os nomes que ocuparão as vagas de vice, especialmente nas candidaturas presidenciais de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O calendário oficial, que se estende de 20 de julho a 5 de agosto, conforme estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dá o pontapé inicial para a formalização das candidaturas ao Executivo e Legislativo, com o prazo final para registro até 15 de agosto.
A maior parte desses eventos cruciais para a definição das chapas presidenciais está programada para ocorrer em São Paulo, epicentro político e econômico do país, com a exceção notável do Partido Novo, que optou por sediar sua convenção em Brasília. Esta dinâmica reflete a complexidade das negociações e alianças que antecedem o pleito, tanto em nível federal quanto nos estados, onde os arranjos partidários se mostram igualmente intrincados.
Convenções Partidárias 2026: Vices de Flávio e Zema em Aberto
A complexidade das Convenções Partidárias 2026: Vices de Flávio e Zema em Aberto não se restringe apenas aos nomes dos vices, mas também à formação de coligações estratégicas. Flávio Bolsonaro, que terá sua candidatura à presidência da República formalizada pelo PL no sábado (25) na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, enfrenta dificuldades para definir seu vice. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem articulado a busca por uma mulher para a posição, com nomes como Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) figurando entre os mais cotados.
Contudo, a concretização dessa escolha depende diretamente de acordos partidários, e o PL tem encontrado barreiras para solidificar alianças com partidos do Centrão que apoiaram Jair Bolsonaro em 2022. Tanto o Republicanos, que só realizará sua convenção em 4 de agosto, quanto a federação União Brasil-Progressistas, com evento previsto para agosto sem data definida, ainda não selaram seu apoio a Flávio Bolsonaro e consideram uma posição de neutralidade na disputa nacional. Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, indicou que há um longo caminho a percorrer antes de uma decisão. O Solidariedade, por sua vez, tende a manter-se neutro, abstendo-se de apoiar tanto Lula quanto Flávio. Curiosamente, nas eleições estaduais, essas mesmas siglas do Centrão devem adotar posturas mais flexíveis, integrando coligações tanto de esquerda quanto de direita, de acordo com os contextos locais.
Definições e Impasses no Cenário Presidencial
Enquanto algumas candidaturas avançam com mais clareza, outras persistem em meio a impasses. No domingo (26), o PSD formalizará a candidatura de Ronaldo Caiado ao Planalto, apresentando uma chapa já completa com o presidente do partido, Gilberto Kassab, como vice. Apesar da candidatura própria federal, o PSD respeitará alianças locais já estabelecidas, como em São Paulo, onde integrará a coligação de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, por sua vez, apoia Flávio Bolsonaro para a presidência, e não Caiado. A convenção do PSD e o evento local em São Paulo ocorrerão no mesmo dia, selando o apoio a Tarcísio.
Em 27 de julho, Romeu Zema será oficializado como candidato do Partido Novo ao Planalto em convenção em Brasília. Assim como Flávio Bolsonaro, o ex-governador de Minas Gerais ainda precisa definir seu vice e busca angariar o apoio de outras siglas, como o Podemos. A expectativa é que a escolha do nome para a vice não seja anunciada na data da convenção, estendendo-se até o fim do prazo das convenções, em agosto.
O Partido Missão, criado em 2025 pelo Movimento Brasil Livre (MBL), fará sua estreia eleitoral em 1º de agosto, lançando Renan Santos em São Paulo com uma chapa “puro-sangue”, tendo Aroldo Medina (Missão) como vice. Por outro lado, o PT lançará a candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2 de agosto, em São Paulo, com Geraldo Alckmin (PSB) como vice. A coligação do PT deve incluir PCdoB e PV (que formam federação com o PT), a federação Rede-PSOL e o PDT. Embora a situação nacional pareça mais estável para o PT, a legenda enfrenta impasses consideráveis em alguns estados-chave.
Desafios Regionais: Minas Gerais e Rio de Janeiro
Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, chega à fase de convenções com um cenário eleitoral fragmentado, com dificuldades tanto para a esquerda quanto para a direita. O PT mineiro, que realizará sua convenção estadual em 1º de agosto, deve lançar o deputado Patrus Ananias (PT-MG) para o governo, após recusas do senador Rodrigo Pacheco (PSB) e da ex-prefeita de Contagem Marília Campos. A chapa completa, contudo, ainda não está fechada, com uma das vagas ao Senado possivelmente destinada a Marília, mas a segunda vaga e o posto de vice permanecem em aberto.
A direita mineira, por sua vez, aguarda a decisão do senador Cleitinho (Republicanos-MG) sobre sua candidatura ao governo. Se ele concorrer, o PL tende a integrá-lo em sua chapa, cuja convenção está marcada para 27 de julho. Atualmente, o PL de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais tem apenas uma definição: lançar Domingos Sávio (PL) ao Senado. Sem Cleitinho como cabeça de chapa, o PL considera lançar candidato próprio, com os empresários Vittorio Medioli e Flavio Roscoe entre os possíveis nomes. O atual governador Mateus Simões (PSD) será formalizado para reeleição em 2 de agosto, na convenção do PSD mineiro. Contudo, a chapa majoritária ainda precisa ser fechada, pois o vice continua indefinido e deve ser indicado pelo Partido Novo.
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No Rio de Janeiro, o PL oficializará Douglas Ruas como candidato ao governo na convenção de 24 de julho, mas o nome do vice ainda é uma incógnita. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi definido como um dos pré-candidatos ao Senado na chapa, mas a segunda vaga é fonte de impasse. Márcio Canella (União), ex-prefeito de Belford Roxo, que há meses era cotado e tinha apoio da família Bolsonaro, teve sua candidatura comprometida após ser preso por porte ilegal de arma. Recentemente, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desistiu de ser vice de Ruas, sinalizando uma provável neutralidade da federação PP-União no estado, o que isolaria o PL e beneficiaria o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).
Panorama em Pernambuco, Maranhão e São Paulo
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) será oficializada como candidata à reeleição em 2 de agosto, mas a permanência de Priscila Krause (PSD) como sua vice ainda não foi confirmada. Para o Senado, Túlio Gadelha (PSD) é o nome mais consolidado, enquanto a segunda vaga ainda depende de acertos com União e PP. No dia 1º, o PSB formaliza a candidatura de João Campos ao governo, com Carlos Costa (Republicanos) como vice, e Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) ao Senado.
No Maranhão, o PT se aproxima da convenção de 1º de agosto com a tarefa de completar a chapa de Felipe Camarão (PT), pré-candidato ao governo, que ainda busca um vice. Para o Senado, a senadora Eliziane Gama (PT-MA) tentará a reeleição, sendo o único nome definido até agora. O PL não deve ter candidato próprio no estado, enfrentando dificuldades para montar um palanque local para Flávio Bolsonaro. Outro entrave local reside no Centrão: André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), da mesma federação, lançaram-se como pré-candidatos ao Senado, mas enquanto Fufuca apoia a reeleição de Eduardo Braide (PSD), Pedro endossa Orleans Brandão (MDB) para o governo maranhense.
Em São Paulo, o PT realizará sua convenção estadual em 25 de julho para oficializar a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. O evento, em Campinas, visa um aceno ao interior do estado, onde o partido historicamente enfrenta mais desafios eleitorais. A chapa de Haddad já está definida: Márcio França (PSB) será seu vice, e as candidatas ao Senado serão Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Já o Republicanos oficializará a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição em 1º de agosto, no Ginásio do Ibirapuera, na capital. Seu vice será Felício Ramuth (MDB), e Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) concorrerão ao Senado em sua chapa. Nesta segunda (20), a federação União-PP realiza sua convenção estadual em São Paulo para formalizar o apoio a Tarcísio, a candidatura de Derrite e o apoio a Flávio Bolsonaro, embora as direções nacionais das duas siglas ainda não tenham se posicionado sobre a disputa federal. Para mais informações sobre o calendário e as regras eleitorais, consulte o Tribunal Superior Eleitoral.
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Em resumo, o início das convenções partidárias de 2026 é marcado por um cenário dinâmico e repleto de indefinições, especialmente no que tange aos vices de candidatos presidenciais como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, e à formação de chapas completas em diversos estados. A corrida eleitoral se desenha complexa, com muitos acordos ainda a serem costurados antes do prazo final de registro de candidaturas. Para continuar acompanhando as últimas notícias e análises sobre o pleito, incluindo desenvolvimentos nas Eleições 2026, explore nossa seção de Política.
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