Taxas DI: Curtas caem, longas estáveis em dia calmo no Brasil

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As taxas DI de curto prazo finalizaram a última quinta-feira com um movimento de baixa significativo, enquanto os Depósitos Interfinanceiros de longo prazo permaneceram praticamente estáveis. O mercado de renda fixa brasileiro vivenciou uma sessão de relativa tranquilidade, acompanhada por oscilações modestas nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como Treasuries.

No período da tarde, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2028 foi registrada em 13,76%, evidenciando uma redução de 7 pontos-base em comparação com o ajuste de 13,83% observado no pregão anterior. Em contraste, na ponta mais alongada da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 apresentou 14,45%, mantendo-se quase inalterada frente ao ajuste de 14,444% da véspera. Esse comportamento reflete a dinâmica de acomodação no mercado, onde as expectativas para o futuro influenciam diretamente os retornos dos investimentos em renda fixa.

Taxas DI: Curtas caem, longas estáveis em dia calmo no Brasil

A sessão foi marcada pela divulgação de importantes indicadores econômicos tanto no cenário nacional quanto nos Estados Unidos. Contudo, nenhum desses dados foi capaz de provocar uma alteração decisiva na curva de juros brasileira. A expectativa em relação a decisões futuras de política monetária e a performance da economia global continuam a ser os principais drivers do mercado.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a taxa de desemprego no Brasil alcançou 5,3% no trimestre encerrado em julho. Esse resultado representa o menor patamar para o período desde o início da série histórica do instituto, em 2012. O número divulgado pelo IBGE esteve em total consonância com as projeções de economistas consultados em uma pesquisa da Reuters, o que contribuiu para a ausência de grandes surpresas no mercado.

Já o Tesouro Nacional informou, à tarde, que o governo central registrou um superávit primário de R$10,783 bilhões no mês de julho. Este valor se mostrou bastante próximo da estimativa de R$10,679 bilhões, também levantada por economistas em pesquisa da Reuters. É importante notar que, no mesmo período do ano anterior, em 2025, foi apurado um déficit significativo de R$59,070 bilhões. A mudança para um resultado positivo em julho de 202X, contudo, é amplamente atribuída a um ajuste no calendário de pagamentos de precatórios, que foram antecipados pelo governo para março, diferentemente do ano anterior, quando os desembolsos ocorreram majoritariamente em julho.

No contexto internacional, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou pela manhã que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego tiveram uma redução de 4.000 na última semana, totalizando 203.000, conforme o dado com ajuste sazonal. Este número superou as expectativas dos economistas consultados pela Reuters, que previam 208.000 pedidos. Além disso, os participantes do mercado financeiro mantiveram-se atentos ao início da conferência de Jackson Hole, em Wyoming, EUA, onde o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, estava agendado para discursar no dia seguinte, uma sexta-feira.

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Imagem: infomoney.com.br

Com os rendimentos dos Treasuries mantendo-se em patamares estáveis ao longo da sessão, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros brasileiros apresentaram variações em margens relativamente estreitas. A calmaria no mercado internacional de títulos contribuiu para a menor volatilidade local. Um profissional de mercado, ouvido pela Reuters em um relatório de mercado, destacou que parte dos investidores continuou operando sob a perspectiva de que o Banco Central brasileiro efetuará um novo corte de 25 pontos-base na taxa Selic no mês de setembro. Essa expectativa é reforçada pelos recentes dados econômicos divulgados, que apontam para um cenário favorável a tal movimento. Por essa razão, o sinal negativo prevaleceu na ponta curta das taxas DI ao final do dia, logo após a conclusão do leilão semanal de títulos prefixados do Tesouro. Atualmente, a taxa Selic se encontra em 14,00% ao ano.

No leilão em questão, realizado no final da manhã, o Tesouro Nacional vendeu 23 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e 8 milhões de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-Fs). O volume negociado superou os valores da semana anterior, que registraram a venda de 18 milhões de LTNs e 3,65 milhões de NTN-Fs, indicando um aumento na demanda por esses papéis. Próximo ao encerramento do dia, às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos, que serve como referência global para as decisões de investimento, registrava uma alta de 1 ponto-base, atingindo 4,676%.

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Em suma, o dia no mercado de renda fixa brasileiro foi marcado pela queda nas taxas DI de curto prazo e a estabilidade nas de longo prazo, em um cenário de menor volatilidade internacional. Apesar da divulgação de importantes dados econômicos, a expectativa de um corte na Selic pelo Banco Central e a performance dos Treasuries norte-americanos foram os elementos-chave para o comportamento do mercado. Para acompanhar de perto as últimas análises e notícias sobre a economia e o mercado financeiro, continue explorando nossa editoria de Economia.

Crédito da imagem: Reuters

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